Paulo Carrano
Angra de tantos reis: práticas educativas e jovens tra(n)çados da cidade
Tipo de Projeto:
Individual
Status do Projeto:
Concluído
Tese de Doutorado. (POSEDUC/UFF, 1999). A cidade é considerada como espaço social de práticas educativas. O conceito de educação é ampliado para a dinâmica da vida cultural, incorporando assim os relacionamentos sociais que ocorrem para além das práticas concebidas para gerar aprendizagens. A juventude é abordada como um modelo geracional para toda a sociedade e não apenas como uma definição etária. A pesquisa de campo que investigou os relacionamentos dos jovens em seus grupos de lazer na cidade de Angra dos Reis. Essa cidade polariza as representações entre o meio ambiente natural exuberante e o contexto cultural urbano. As opções de lazer na cidade encontram-se fortemente determinadas por relações de mercado.
Nos grupos de lazer são vividos rituais de sociabilidade que evidenciam estilos e sentidos culturais de atitudes compartilhadas. A tese indica pela necessária invenção de rituais culturais públicos que favoreçam o encontro entre os diferentes grupos da juventude, como forma de ampliação da solidariedade social e fortalecimento da cultura pública democrática.
Acesse a tese no diretório EMdiálogo.
A tese foi publicada em livro pela Relume Dumará. O livro se encontra esgotado na editora, para aquisição do livro entre em contato com o autor (paulocarrano@yahoo.com.br)
Juventude, Escolarização e Poder Local
Tipo de Projeto:
Grupo
Status do Projeto:
Concluído
O Observatório Jovem participou da pesquisa nacional Juventude, Escolarização e Poder Local.
Dividida em duas etapas, a proposta foi fazer um levantamento das ações dos governos locais nas áreas de educação de jovens e adultos e juventude, de 74 Municípios. E, depois, realizar estudos de caso em cada uma das regiões brasileiras. Os trabalhos foram realizados por grupos de pesquisa coordenados por pesquisadores de Universidades públicas locais em 9 Regiões Metropolitanas do Brasil: Paraíba, Pernambuco, Goiás, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.
A pesquisa foi concluída no ano de 2006 e teve como resultado final a organização de dois livros coletâneas: "Espaços Públicos e Tempos Juvenis" (org. Marilia Spósito) e Novos Caminhos em Educação de Jovens e Adultos (org. Sergio Hadad), ambos publicados pela Editora Global (SP), em 2007.
No Rio de Janeiro, o Observatório Jovem produziu o vídeo-documentário "Jovens no Centro" (71 min.), como uns dos produtos do estudo de caso da pesquisa. Clique aqui para assistir o filme
Coordenação Nacional: Marilia Sposito (Eixo Juventude) e Sergio Hadadd (Eixo EJA)
Coordenação na Região Metropolitana do Rio de Janeiro: Paulo Carrano (Eixo Juventude) e Osmar Fávero (Eixo Juventude)
Histórico
O Observatório Jovem iniciou suas atividades no ano de 2001 e vem desenvolvendo ao longo destes oito anos de atividades pesquisa e extensão universitária na Faculdade de Educação e no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal Fluminense, onde integra a linha de pesquisa Práticas Sociais e Educativas de Jovens e Adultos do Campo de Confluência Diversidade, Desigualdades Sociais e Educação. O Observatório está cadastrado no diretório de grupos de pesquisa do CNPq tendo hoje como atividades principais o desenvolvimento de pesquisas e a formação de novos pesquisadores no âmbito da graduação, do mestrado e do doutorado voltados para a investigação de problemáticas relacionadas com os jovens e a juventude em diferentes recortes de investigação relacionados com processos sociais educativos escolares e não escolares.
Em setembro de 2002 o Observatório inaugurou sua página na internet (www.uff.br/obsjovem) com o objetivo de socializar estudos e pesquisas do próprio grupo e de outras fontes qualificadas produtoras de conhecimento sobre os jovens e a juventude. Com a participação de alunos do curso de jornalismo da UFF, a página adotou também o caráter de agência de notícias sobre a temática da juventude que se fazia emergente naquele começo dos anos 2000. É possível afirmar que a página do Observatório, tendo sido a primeira do gênero no Brasil, a exemplo do que já ocorria em outros países, se tornou referência de consulta para gestores de políticas, pesquisadores, estudantes e jovens mobilizados em diferentes redes de participação social.
O Observatório surgiu num momento de crescimento da preocupação dos educadores, pesquisadores e formuladores de políticas com as questões relacionadas com os jovens na sociedade brasileira. O Brasil, mesmo sendo o país de maior população jovem da América Latina, ainda hoje se ressente de estudos, pesquisas e publicações específicas sobre as realidades de nossas muitas juventudes.
Durante o início dos anos 2000 e até o momento a temática dos direitos da juventude e a necessidade da formulação de políticas públicas especiais destinadas a esta população ocupou e ocupa a esfera pública, ainda que os resultados que a resposta dos poderes públicos não tenham correspondido às demandas reais da juventude brasileira, notadamente nos campos da Educação, Cultura, Trabalho e Segurança Cidadã. Nosso grupo participou ativamente dessa mobilização no acompanhamento e intervenção nos debates regionais e nacionais, na realização de pesquisas de caráter local e nacional e também na produção e divulgação de textos acadêmicos e jornalísticos qualificados por intermédio de nossa página na internet, dos vídeos-documentários que produzimos ou de outros meios de divulgação.
O Observatório participou de diferentes fóruns de discussão, integrou o Conselho Nacional de Juventude em sua primeira composição, participou de pesquisas nacionais e apoiou redes de participação de jovens no Rio de Janeiro e no país. Havia forte preocupação inicial em monitorar e apoiar o desenvolvimento de ações coletivas desenvolvidas por jovens em torno dos temas da participação social, direitos e políticas públicas de juventude. Pode-se dizer que o Observatório Jovem se constituiu num importante canal de assessoramento e diálogo com jovens organizados em torno de demandas de direitos no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras. Em duas versões do Fórum Social Mundial de Porto Alegre participamos da organização de oficinas sobre o tema da participação, direitos e políticas públicas. No Rio de Janeiro estimulamos a formação da Rede Jovens em Movimento, fórum que reuniu 18 organizações – da sociedade civil e de universidades – em torno da busca por direitos de juventude. E nacionalmente estivemos presentes em vários momentos significativos de tentativa de criação de redes e espaços nacionais de mobilização de jovens e organizações pela defesa dos direitos da juventude na formulação de políticas públicas efetivas. A nova página na internet confere especial destaque aos projetos do grupo de pesquisa, assim como aos projetos individuais, concluídos e em andamento, de doutorandos, mestrandos e alunos de graduação participantes do grupo de pesquisa.
Após oito anos de atividades, avaliando nossa história e redimensionando as reais capacidades de atuação, reorientamos os objetivos do grupo no sentido de concentrar as ações no campo da pesquisa e da produção de conhecimentos. Isso sem desconsiderar nosso histórico compromisso de apoiar movimentos e organizações juvenis de orientação democrática, a criação de políticas efetivas para a consolidação dos direitos de juventude, realizar atividades de extensão voltadas para a participação e a formação de jovens e profissionais que atuam com a juventude, em especial, os professores do ensino médio.
No ano de 2006 inauguramos nova página na internet e publicamos 73 artigos de opinião, 49 reportagens/entrevistas, 337 notícias de diferentes fontes, além de outras informações relacionadas com eventos, estudos, políticas públicas e movimentos de juventude. A seção "documentos" que funcionou como um repositório de textos e documentos atingiu o número de 260 arquivos. Todo esse material continuará acessível na seção acervo desta nova página que inauguramos neste segundo semestre de 2009.
O Observatório Jovem prosseguirá suas atividades de produção e socialização de informações e conhecimentos qualificados que continuarão a contar com a internet como um canal privilegiado de comunicação pública.





